Eu nunca li a Ilíada de Homero, mas esse livro oportunamente retrata algumas cenas que se encontram naquele poema épico. Não me sinto muito a vontade para comentar qualquer opinião sobre este livro, pois este é complexo demais e envolve além das questões religiosas, características geográficas, históricas e políticas da época que para serem compreendidas requerem muito estudo e atenção. São muitos detalhes sobre o movimento descrito no livro. As guerras narradas, as posições, a cultura, os dados históricos e principalmente os movimentos políticos. Além disso, cita vários personagens e elementos que se poderia encontrar facilmente em outros livros que não apenas a Bíblia. Achei isso interessante! Alexandre o Grande, os espartanos, a Guerra de Tróia, são alguns dentre a grandiosidade de coisas citadas.
O tema geral descreve a luta dos judeus pela sua libertação religiosa. Mas é muito mais que isso, há muito mais política que religião nesse livro. E em alguns momentos, por conta dos exageros em mortes e soldados em guerra, esse livro me lembrou muito do livro de Números. Exércitos em números que espantariam até mesmo nos dias hoje e mortes em quantidades extraordinárias.
Mas, pesquisando na wikipedia um resumo do que se poderia ter essencialmente deste livro, encontrei isso: O livro identifica religião e patriotismo, descrevendo a revolta como verdadeira guerra santa, abençoada pelo próprio Deus, que não abandona os que lutam para ser fiéis a ele. É um convite para encarnar a fé em ação política e revolucionária. Ao invés de ser concebida como refúgio seguro fora do mundo, a fé se torna fermento libertador, que provoca transformações dentro da história e da sociedade. Sobretudo, mostra que um povo, por mais fraco que pareça, jamais deve se conformar diante da prepotência dos poderosos.
Apesar de ser um livro considerado importante para a compreensão da história do povo israelita, aliás, esse é o único motivo, não sei se captei bem o sentido de um livro desses estar presente entre os textos da Bíblia.







