Desde que comecei a ler a Bíblia, estive no início sob a perspectiva de que iria me maravilhar com os bons ensinamentos que o livro traria para a minha vida. Antes que pareça ingenuidade da minha parte, esclareço que não era exatamente isso, mas uma postura de boa fé e auto-repreensão de que talvez eu estivesse sendo negligente ou uma má pessoa por não ter lido ainda esse livro que, sem dúvida, é um dentre aqueles que modificaram a história da humanidade. Decidi acreditar de que veria coisas boas, pois me coloquei de acordo com o que sempre ouvi falar, a vida inteira, das pessoas que o defendiam como a "Palavra de Deus". Só que não! Mas bem, vou deixar essas reflexões para quando encerrar o Antigo Testamento, pois agora que me encontro com um terço dele concluído. Inicio essas impressões nesse teor, entretanto, em razão da sensação geral que o Segundo Livro dos Reis me deixou.
Na verdade, para ser sincero, tenho uma impressão forte e polêmica demais a respeito, que me dá grande receio de compartilhar aqui. Não vou revelar na totalidade, pois como já dizem, para todo bom entendedor meia palavra basta. Não me condenem por isso, mas o livro me passa no geral a impressão de que, o Deus relatado aí não se trata de fato do mesmo Deus que a maioria das pessoas acredita. Não sei, parece mesmo um Deus inferior, um Deus pequeno, talvez até um ser sobrenatural criado pelo verdadeiro Deus. Ele chega a ser colocado no mesmo pé de igualdade que um suposto Baal. Deu para captar? Não há nada que indique em suas ações e determinações um traço que indique algo de universalmente superior ou supremo. Eu parto da premissa de que não há bem que justifique um mal. E há no capítulo 10 a narrativa de um massacre feito à família real de Israel. A mando de quem? Vou nem responder...
O Segundo Livro dos Reis vai relatar o que aconteceu no reinado de Israel após a sucessão do pseudo-sábio rei Salomão. Relata brevemente, episódios chave que tornaram a grande maioria de seus sucessores reis infelizes que desagradavam a Deus. Trata-se em suma de uma repetitiva e cansativa narrativa de seus reinados, sobre o que construíram, o que destruíram, que terras conquistaram, sobre quem mandaram matar, sobre quem traiu quem, numa extensa e repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, repetitiva, narração de guerra, ódio, vício e sei nem mais o quê... Mas sobre o reinado de cada um, o capítulo também sempre encerra com os dizeres: "O resto da história e tudo o que fez estão registrados no livro dos Anais do Reis de Israel". Há uma variação quando se substitui Israel, para relatar o governo de um rei de Judá. A frase é a mesma, muda-se apenas esta última palavra.
Enfim, esse livro não se trata de coisas boas que devamos fazer para promover o bem e evoluir enquanto ser humano e sim, de coisas que NÃO se deve fazer para não sofrer os castigos de Deus. E minhas orações a cerca dessa literatura são no sentido de que eu não desanime antes de concluir essa leitura.

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