O Segundo Livro das Crônicas vai recontar com o acréscimo de alguns pormenores sobre o reinado de Salomão, sobre sua atitude louvável de pedir sabedoria a Deus e de seus feitos em meio ao povo de Israel: construção do templo, trasladação da arca, suas orações, a sua visita da Rainha de Sabá até sua morte.
Em seguida, o livro vai recontar, talvez pra quem não entendeu ainda, que todos (todos = força de expressão) os reis que se seguiram não foram dignos de Deus, pois não obedeciam aos seus preceitos e se manifestavam suscetíveis a outras formas de fé que não àquela prescrita por este Deus específico, o Senhor dos Israelitas. Vai recontar que todos esses reis foram fracos e que de forma contínua contribuíram para a ruína dessa nação. Fica bem claro isso, que o Deus da Bíblia, trata-se de um Deus não do mundo todo, mas apenas daquele povo, daquela região, daquela tempo, daquela descendência de Abraão. O que é contraditório, pois o mesmo se diz ser criador do céu e da terra.
Estes reis, em suma, foram "amaldiçoados" por não obedecer às regras ou cumprir com deveres que se esperava serem postos em prática. Isso a partir da perspectiva desse suposto Deus. Ainda bem que se trata de um período diferente do atual, pois se este mesmo Deus que dizem ser aquele atribuído à maioria das religiões cristãs de hoje exigisse o cumprimento de tais regras nos dias de hoje (Cruz Credo!), viveríamos numa guerra santa constante. O mundo não conheceria a paz na América nem na Europa em nome desse "Deus de Amor e Misericordioso". Estaríamos submersos num oriente médio de guerra religiosa e geográfica.
A Bíblia e a pregação dela nos dias de hoje se contradizem todo o tempo numa filosofia falha. No reinado de Acab, por exemplo, relatado no capítulo 18, temos o uso de 400 profetas que deveriam prever ou receber orientações divinas de como o rei deveria proceder. Tal exercício deveria ser feito a maneira que Deus desejaria e, no entanto, a maioria dessas religiões abominam as práticas de adivinhação. Conheço uma evangélica que, por exemplo, condena os simplórios curiosos sem maldade que leem o seu horóscopo de manhã. "Não existe esse negócio de signo", diz ela.
Enfim, o livro encerra com o fim de Jerusalém e o exílio desse povo. Detalhe este, único que não ficou bem claro ao final do Segundo Livro dos Reis.


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comentários depreciativos ou agressivos serão excluídos.